Terminei de ler seu livro. Aliás, não li, assisti. Ele é um filme.
E vai se transformando à medida que o acompanhamos. Começa lento, realista, meticulosamente descritivo. Dá para ver os cenários. Quando eu já estava certa de que aquele era o seu formato, me vi, de repente, dentro de uma farsa: a cidadezinha como cenário de peça, armada para seus atores/personagens. O realismo vai ao limite.
E mal me adaptei, um realismo fantástico começa a invadir tudo, fazendo água no que eu julgava definitivo. Não acontece de uma vez. Vai entrando aos poucos, até que o chão realista vacile. Isso é uma tremenda ousadia para quem escreve: mudar o pacto com o leitor sem desmontar um livro.
Gostei de encontrar no seu livro algo que eu mesma não consigo ter quando escrevo: uma visão positiva da humanidade. O livro se conclui num caleidoscópio mágico, que se assenta com uma suavidade espiralada. Muitas perguntas ficam sem resposta, mas não como falha: como partículas douradas repousando. São esperança.
Não é um livro que se esqueça facilmente. O livro não responde diretamente às perguntas que cria, e isso opera de forma inteligente e criativa: fica reverberando. É uma estratégia arriscada e, no seu caso, profundamente eficiente.
que lindo! amei “como partículas douradas repousando. São esperança.” … sim, eu quero escrever histórias brilhantes de esperança, mesmo que eu falhe em ser muito esperançosa… quero criar esse sentimento e expandi-lo. Obrigada, amiga, pela leitura
Terminei de ler seu livro. Aliás, não li, assisti. Ele é um filme.
E vai se transformando à medida que o acompanhamos. Começa lento, realista, meticulosamente descritivo. Dá para ver os cenários. Quando eu já estava certa de que aquele era o seu formato, me vi, de repente, dentro de uma farsa: a cidadezinha como cenário de peça, armada para seus atores/personagens. O realismo vai ao limite.
E mal me adaptei, um realismo fantástico começa a invadir tudo, fazendo água no que eu julgava definitivo. Não acontece de uma vez. Vai entrando aos poucos, até que o chão realista vacile. Isso é uma tremenda ousadia para quem escreve: mudar o pacto com o leitor sem desmontar um livro.
Gostei de encontrar no seu livro algo que eu mesma não consigo ter quando escrevo: uma visão positiva da humanidade. O livro se conclui num caleidoscópio mágico, que se assenta com uma suavidade espiralada. Muitas perguntas ficam sem resposta, mas não como falha: como partículas douradas repousando. São esperança.
Não é um livro que se esqueça facilmente. O livro não responde diretamente às perguntas que cria, e isso opera de forma inteligente e criativa: fica reverberando. É uma estratégia arriscada e, no seu caso, profundamente eficiente.
que lindo! amei “como partículas douradas repousando. São esperança.” … sim, eu quero escrever histórias brilhantes de esperança, mesmo que eu falhe em ser muito esperançosa… quero criar esse sentimento e expandi-lo. Obrigada, amiga, pela leitura
Fiquei muito comovida. Nem sei o que dizer…
menina, vc fez aula com a Aurea? era meu sonho… desde a época da faculdade, meus professores falavam da aula dela
Ela foi minha professora, é minha amiga e vizinha. Moramos à 6 metros de distância em linha reta, uma de frente a outra.
que maravilha! imagino os altos papos de vocês!