Vem
Como se encontrar depois que você se perdeu de si mesma
Vi essa pergunta aqui no substack, não exatamente com essas palavras, ou esse formato, e – perdoe-me – não me lembro quem disse... mas essa inquietação ficou comigo... Como me encontrar depois que me perdi de mim...
Quem vive sabe que mudamos sempre. E todos vivemos, não? Todos sabemos.
A vida tem seus rituais de passagem, alguns suaves e belos – como uma formatura na escola, flores do primeiro namoro –, outros mais duros e secos – como a partida de um familiar amado, uma amizade que se rompe... Rituais de passagem que nos mudam para sempre.
Depois de pensar com a cabeça assim quente, resolvi pensar com as mãos, daí fui escrever... e lembrei de quando a gente perde algo – Onde estão meus óculos? – , e nos aconselham a refazer nossos passos...
Refaça seus passos, ande pelos lugares que foi, e veja se você está lá – do mesmo jeito que faria com seus óculos, batom, chaves...
É um bom conselho. Revisite tudo o que viveu, pela memória, pelas palavras, pelas fotografias, e vai encontrar memórias de quem você já foi.
... e daí me lembrei de um conto que escrevi justamente sobre isso... sobre as muitas versões que somos durante a vida... e de como enfrentamos nossos desafios sempre juntas, sempre juntas das muitas versões que fomos, somos, seremos.
Sobre o conto, eu escrevi algo em meu blogue, aqui.
Posso fazer um convite? Escute esse meu conto. Ele se chama “Vem”, e foi publicado no livro Caixa de Facas (editado pela Laranja Original, disponível aqui).
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“Vem”, o conto – você pode ler aqui
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Querida pessoa, espero que este texto tenha te inspirado.
E agradeço por ter lido até aqui.
Se puder, curta, comente e compartilhe.
Abraço e até mais!



Engraçado isso de se perder de si mesma. Às vezes, é mesmo como perder os óculos e refazer o caminho para reencontrar. Incrível foi rever o Caixa de Facas, o conto Vem. Rever o rosto da Patrícia. A história do feminicídio. Tudo se acotovelando dentro de um só espaço. Será que é assim a mente do poeta? Pois que ele, nem de longe é um fingidor. Eu diria que vocês são tecelões. Da vida, das suas vidas, das vidas de todas as pessoas. Tudo se entrelaçando, terminando em uma única história. Tão lindo isso.
Talvez seja assim, cada fio tecido junto pra ser algo novo.